FORMAL PRESENTATION SPEECH OF ÂNGELA FERREIRA
Deputy Minister for Cultural Heritage - Portugal

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ÂNGELA FERREIRA

DEPUTY MINISTER FOR CULTURAL HERITAGE

PORTUGAL

Exma. Sr.ª Vice-Presidente do ISEC Lisboa - Tânia Carraquico,

Exmo. Sr. Diretor da Escola de Comunicação, Artes e Indústrias Criativas - Arnaldo Costeira,

Exma. Sr.ª Diretora-geral da APIGRAF - Teresa Borba,

 

Minhas senhoras e meus senhores,

Caros alunos,

 

Quero antes de mais agradecer o amável convite para estar aqui, hoje, a participar num encontro sobre um tema tão importante para o desenvolvimento de uma sociedade que se quer mais inclusiva, coesa e competitiva. As indústrias criativas têm assumido cada vez mais relevância como vetor essencial de dinamismo económico e de inovação, gerando emprego e riqueza, reforçando a cidadania e alavancando a coesão territorial. Colocar estes setores nos centros de decisão é impulsionar o conhecimento intensivo e a criatividade, projetando o território como um todo.

 

A economia criativa representa em Portugal um volume de negócios de 4 mil milhões de euros - cerca de 4% do PIB*, de acordo com dados de 2016. Inovação e a criatividade são, pois, motores de desenvolvimento e fatores ainda mais fundamentais num mundo global, digital e partilhado. Acredito que atrair e reter talento, oferecer produtos distintivos e serviços criativos é uma estratégia-chave para a diferenciação e regeneração dos territórios. Por isso, todas as iniciativas que nos ajudem a obter informação concreta e atualizada sobre este tema são de louvar.

 

O lançamento de um Observatório para as Indústrias Criativas poderá contribuir para um maior esclarecimento sobre estes setores e subsetores, cujas fronteiras são difíceis de limitar. A recolha e tratamento desses dados são importantes não só para ajudar na tomada de decisões políticas, mas também para as entidades que intervêm nestes setores e para os agentes culturais.

 

Permitam-me, por isso, destacar o papel essencial neste debate que é protagonizado pelas instituições académicas - palcos fundamentais de troca de informação e produção de conhecimento, dinamizadores das tão necessárias ações de capacitação de competências para a gestão criativa e, finalmente, berços privilegiados de ideias e criação. É preciso reforçar a sua ligação ao mundo empresarial, aos municípios, às regiões e aos agentes culturais.

 

A área governativa da Cultura tem um papel específico e preponderante no fomento destas indústrias que juntam áreas tão diversas como o cinema, o livro, a música, a arte ou o design. A sua dimensão transversal tem permitido projetar esta dinâmica, como são exemplo:

1. os incentivos à captação de filmagens em todo o território nacional – desenhados pelos ministérios da Cultura e da Economia.

 

2. os apoios à criação, programação, edição ou circulação de projetos artísticos – garantidos pela Direção-Geral das Artes

 

3. a oferta de uma programação que junta práticas tradicionais e contemporâneas e usa a Cultura como foco de atração de turistas durante a época baixa – como é o caso do programa 365 Algarve.

 

4. ou o Plano Nacional das Artes, criado em conjunto com a área governativa da Educação, que irá promover e alargar a oferta cultural para os cidadãos, em parceria com entidades públicas e privadas.

 

A Cultura é um fator de competitividade, dinamiza e estimula o crescimento económico - quanto mais prioridade se der à sua promoção e desenvolvimento, maior também é a capacidade de atração do território. Ao colocar a Cultura no centro da gestão ligamos cidades, vilas e aldeias e, neste diálogo, estão envolvidos múltiplos intervenientes, públicos e privados. Todos participam nesta valorização cultural, unidos por uma identidade própria, memória e futuro.

 

Com isso aumentamos a coesão social destes territórios. É o ambiente certo para estimular a criatividade, a capacidade empreendedora e a participação ativa dos cidadãos.

 

Muito obrigada!

30 maio 2019

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