FORMAL PRESENTATION SPEECH OF ARNALDO COSTEIRA
Chaiman of Creative Industries Observatory - Portugal [i2C.ADD]

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ARNALDO COSTEIRA

CHAIRMAN

Exma. Senhora Secretária de Estado da Cultura e do Património - Ângela Ferreira,

Exma. Senhora Vice-presidente do ISEC Lisboa - Tânia Carraquico,

Exma. Senhora Secretária Geral da APIGRAF - Teresa Borba,

 

Caros Docentes e Alunos,

As Indústrias Culturais e Criativas tem, hoje em dia, uma importância vital no desenvolvimento, não apenas cultural mas também económico e social do país, sendo potenciadoras da criação de emprego jovem e qualificado, pelo facto de se tratar de um conjunto de sectores que exigem recursos humanos com um níveis elevados de formação e competências muito para além da criatividade e com capacidade de inovação.

 

As indústrias culturais e criativas têm vindo a assumir uma importância cada vez maior no âmbito das politicas públicas, assumindo uma expressão importante a nível internacional, na academia como na indústria.

 

O facto é que dos criadores e empreendedores ligados a esta indústria são criativos e têm ideias notáveis, mas não sabem como as transformar em bens transacionáveis, com valor de mercado nacional e internacional que lhes permita obter a sustentabilidade da sua actividade, tantas vezes muito meritória e que apenas depende da criação de novos públicos, de promoção adequada ou de concretização de apoio mecenático. Em muitos casos os criadores não conseguem transformar o valor simbólico dos bens culturais e criativos em bens económicos e comercializáveis, não pela falta de qualidade, que é na maioria dos casos de altíssimo nível, mas pela desarticulação com outros subsectores criadores ou pela ausência de competências de gestão das Indústrias Criativas.

 

As Indústrias Criativas são aliás um sector que, no seu conjunto, contribui de forma notável para o Produto Interno Bruto (em alguns países chegando mesmo a ultrapassar os 5%) e ajuda a desenvolver a economia nacional e regional, tornando os territórios mais competitivos e regenerados. São ainda um sector contribui para empregar pessoas qualificadas e promover a cultura e imagem externa, quer pela via da oferta doméstica, quer pela via da internacionalização. A indústria criativa, promove ainda, através da inovação e criatividade, outros sectores de atividade económica.

 

O Observatório das Indústrias Criativas surge com a missão de contribuir para a valorização e desenvolvimento das atividades culturais e criativas, promovendo e dinamizando ações mobilizadoras da transformação necessária, fundadas em estudos sectoriais onde os agentes criadores são os principais contributores do conhecimento e do saber, aumentando  a sua influência transformadora na economia criativa. Visa impulsionar e aprofundar a criação de sinergias que amplifiquem o potencial de cada sector, encontrando pontos de colaboração e contacto entre as várias actividades que corporizam a economia criativa no contexto nacional e internacional, influenciando, positivamente a cadeia de valor de forma transversal e multissetorial.

 

O Observatório reúne desde logo um conjunto alargado de agentes criadores de várias áreas de actividade, desde a música às artes plásticas, dos media ao design, ou do teatro à dança, tendo como pedra angular a academia, onde se desenvolverá o vector do conhecimento estruturado, sistematizado e potenciador da mudança positiva. São uma espécie de 'estados gerais' que se constituirá num think tank onde a partilha dos seus pontos de vista, condicionantes de cada subsector e idiossincrasias próprias de cada actividade criativa, servirão de matéria prima para o desenvolvimento que permitam a sustentabilidade dos seus projectos culturais e criativos.

Lisboa, 30 de Maio de 2019

Arnaldo Costeira 

In LANÇAMENTO OFICIAL DO OBSERVATÓRIO DAS INDÚSTRIAS CRIATIVAS

Com a participação de SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA SECRETÁRIA DE ESTADO DA CULTURA, ARQUITECTA ÂNGELA FERREIRA

ISEC LISBOA - 30 de Maio de 2019